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Pequenas
Empresas podem ser Competitivas
Os dirigentes das
pequenas e médias empresas podem e devem imitar a capacidade competitiva
das grandes organizações. O primeiro passo é conhecer
o que gera competitividade. Depois, identificar nas empresas que dirigem
o que é relevante e o que é prioritário para aumentar
sua eficácia operacional, otimizando e implementando ações
estratégicas que garantam maior rentabilidade, participação
e consolidação nos mercados onde atuam.
Uma das características
da maioria das grandes organizações é que elas buscam
liderança para competir. Esta estratégia, as pequenas
e médias empresas não podem utilizar porque tem um custo
financeiro muito elevado. O que elas podem fazer é atuar em segmentos
pouco explorados ou em "nichos desprezados" pelas empresas maiores.
Grandes corporações
estabelecem planos estratégicos de médio e longo prazo,
que contemplam a perpetuação do negócio. As
pequenas e médias empresas trabalham com uma perspectiva de tempo
menor, mas precisam de um esforço para fugir da tentação
de focar apenas sua sobrevivência e procurar sair do imediatismo
por meio um esforço contínuo e permanente de crescimento.
As empresas de pequeno
e médio porte, em sua maioria são empresas familiares que
começaram a ser administradas por ações empíricas
de seus proprietários e sócios. Quando saem da condição
de pequeno para médio porte, elas devem adotar os mesmos critérios
de administração científica que funcionam
mais eficazmente, tais como: maior descentralização das
decisões, departamentalização e setorização
de funções, sem cair na tentação da burocratização.
Muitas das pequenas
e médias empresas focam mais vendas do que o Marketing,
provavelmente pela necessidade premente de sobrevivência. As grandes
corporações não sobreviveriam sem o Marketing. Marketing
é uma forma de fazer negócios que permeia e direciona todas
as ações e decisões do negócio e da empresa.
Marketing deve contemplar: políticas de produto, comunicação,
relacionamento com os clientes, construção de marca (branding)
e estratégias de competitividade.
Para utilizar Marketing
nas empresas menores, seus empresários e dirigentes devem criar
uma visão interna para que todos os colaboradores compartilhem
as mesmas idéias e, tenham um propósito de Marketing
que permeie e contamine a equipe, dentro do conceito de que Marketing
é trabalho de todos! Todos precisam estar convictos de que trabalham
para a satisfação do cliente e pela rentabilidade
do negócio.
Empresas menores podem,
como fazem as grandes corporações, avaliar seu modelo de
gestão e inovar quando necessário, monitorar frequentemente
sua lucratividade, analisar seu grau de endividamento e projetar novos
investimentos, descobrir novas formas de comercialização,
"inventar simplificações de procedimentos", e
evitar desperdícios, diminuir custos, aumentar o ticket médio
de vendas.
Um aspecto onde as
pequenas e médias empresas saem ganhando quando comparadas com
as grandes corporações é no processo decisório.
As pequenas e médias empresas decidem com mais facilidade, mais
rapidamente. Para elas, tomar decisões envolve menor número
de pessoas e, se o processo for participativo, melhor ainda, porque facilita
também a implementação, uma vez que "todos já
compraram" a idéia. Manter sua agilidade decisória
é o grande mérito das pequenas e médias empresas.
Este sim, deveria ser um critério imitado pelas grandes empresas
que, de modo geral, são mais lentas para decidir e para implementar
inovações.
Pequenas e médias
empresas podem crescer e tornarem-se grandes corporações.
Quanto mais crescerem maior será sua luta pela competitividade.
Aquelas empresas que têm grandes pretensões e objetivos de
liderança devem, portanto focar sua atenção na cultura
que estão criando - como são percebidas no mercado, pelos
clientes e por seus funcionários. Cultura são as
crenças, os símbolos e os valores que dão estabilidade
ao negócio. Uma cultura edificada sobre valores éticos,
com responsabilidade social fornecerá ao empreendimento as condições
necessárias de sucesso e perpetuação do negócio.
Lupércio
Hilsdorf é consultor e palestrante, com especialização
em Marketing na Pace University em New York. Foi professor da ESPM - Escola
Superior de Propaganda e Marketing e da ADVB - Associação
dos Dirigentes de Vendas do Brasil. Apresenta idéias inovadoras
em eventos empresariais e Convenções de Vendas sobre os
temas: Negociação, Vendas, Motivação, Comunicação,
Gerência e Liderança. Autor do livro Negociações
bem-sucedidas.
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