Perdas Desnecessárias

Perdas Desnecessárias

Existem perdas desnecessárias nas organizações e elas são, na maioria das vezes, evitáveis. Inúmeras são as possibilidades de que ocorram: perde-se foco, perde-se energia, perde-se tempo. Quanto se perde, por exemplo, por não se perceber que as “disputas de poder” geram desmotivação das pessoas, e que a competição interna por espaço e prestígio pode não levar a nada? Quanto se perde quando não se identifica que o pessimismo de alguns pode contaminar o grupo todo? Quanto se perde quando pessoas trabalham no “piloto automático” atuando sem senso crítico?

Estamos habituados a falar sobre re-trabalho para explicar certas formas de desperdício de tempo, de esforços, e de materiais. Mas não falamos com veemência das perdas que decorrem de não se fazer o que deveria ser feito, das omissões, ou das perdas decorrentes de “fazer bem feito o que não deve ser feito”. Perdas de energia ocorrem quando cada um quer atingir seus próprios objetivos e esquece da importância do esforço conjunto, num comportamento evidente de menosprezo pela sinergia da equipe e pelo “espírito do grupo”.

As perdas de natureza intangível são as mais difíceis de serem percebidas, elas não aparecem no balanço contábil. O balanço contábil da empresa, de modo geral, apresenta o lucro (ou prejuízo) quantitativo. Mas para atingir o “lucro qualitativo” é necessário evitar perdas e capitalizar o resultado do trabalho criativo. Isso é possível quando as pessoas têm uma visão compartilhada dos propósitos e objetivos do negócio. Quando elas criam soluções inovadoras nos processos de trabalho visando garantir a máxima entrega de valor ao cliente.

São perdas desnecessárias e não mensuráveis: boicotes a decisões tomadas, ações gerenciais em desacordo com o discurso estabelecido, promessas não cumpridas, busca permanente por “culpados”, contentar-se com o mais ou menos, muitas reuniões e pouca decisão, despreocupação com a excelência, decisões tomadas e ações postergadas ou nunca implementadas. Algumas dessas perdas são decorrentes da atitude imediatista e da falta de visão de longo prazo das lideranças. Outras porque não se aprimora as relações entre os membros das equipes ou por se tolerar o fraco desempenho dos profissionais. Existem também as perdas decorrentes de não se comunicar claramente aos colaboradores os propósitos da empresa e a filosofia do negócio.

Muitas perdas podem ser evitadas se os dirigentes estiverem atentos a tudo que acontece, se perceberem que podem redirecionar as ações das pessoas e dos grupos para garantir as repercussões esperadas. Dirigentes eficazes colocam as coisas no rumo certo fazendo correções de rota. Eles conseguem isso influenciando o comportamento das pessoas ao invés de apenas controlá-las. Criando processos e sistemas de trabalho que assegurem resultados superiores sem uma cobrança castradora e inibidora da criatividade. Esses dirigentes levam as pessoas a sentirem prazer e a terem orgulho do seu desempenho. Fazem que todos saibam e sintam que estão numa missão com objetivos grandiosos, e que é o papel individual que gera um produto final onde cada um é imprescindível no contexto global da organização e nos resultados dos negócios.

Dirigentes eficazes têm o poder de fazer acontecer resultados superiores porque, além de implementarem decisões estratégicas, eles evitam que perdas desnecessárias ocorram. Maximizam esforços das equipes exercendo liderança, motivando-as, e comunicando idéias para que os colaboradores atuem com entusiasmo. Para tanto os melhores dirigentes fazem uso de mensagens inspiradoras, tais como: “estamos construindo um grande negócio”; “estamos criando uma empresa-modelo que servirá de referência para outras organizações”; “nosso trabalho tem repercussões positivas e o que realizamos não é somente em nosso benefício”.

Os gestores de alto desempenho concentram sua atuação nas poucas áreas onde uma ação eficaz trará resultados superiores. Focam no que é importante, e ignoram o que não é. Eles procuram tornar simples as coisas complexas e ajudam seus colaboradores a encontrar a solução. Exercem liderança com alto poder de influência porque compreenderam em profundidade e aplicam na prática o conceito: “o líder eficaz é capaz de levar as pessoas a lugares que elas não iriam sozinhas”.

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